Vamos Falar HJ sobre Selfie
Selfie é palavra inglesa, diminutivo de self, por sua vez redução de self-portrait, "autorretrato". Alguns gramáticos, como Napoleão Mendes de Almeida, defendem que palavras estrangeiras sejam empregadas em português mantendo o gênero que têm na língua de origem. Outros advogam que essas palavras tenham em português o gênero de sua equivalente vernácula. Assim, pelo primeiro critério devemos dizer "a Deutsche Bank" porque Bank é feminino em alemão; pelo segundo critério, é certo dizer "o Deutsche Bank", já que estamos nos referindo a um banco, masculino em português.
Quanto a selfie, seu gênero em inglês é neutro (ou natural, como denominam alguns), já queportrait é neutro. Como não temos em português o gênero neutro, devemos transferi-lo para o masculino, uma vez que as palavras neutras do latim deram, salvo uma ou outra exceção, palavras masculinas em nosso idioma. Nesse caso, selfie será masculino em português.
Se adotarmos o segundo critério, daremos a selfie o mesmo gênero do português "retrato". Mas este também é masculino, logo, qualquer que seja o critério adotado, "selfie" será sempre palavra masculina em nossa língua.
Resultado: devemos dizer "o selfie", "um selfie" e não "a selfie", "uma selfie".
3/31/2015
Geração após geração
Geração após geração, é sempre a mesma história: todo mundo fica ansioso para saber quais os próximos avanços tecnológicos que serão enfiados naquelas pequenas caixas de plástico que tanto adoramos, e o quanto isso vai tornar os jogos que gostamos cada vez mais grandiosos. E apesar de as vezes as empresas prometerem demais e cumprirem de menos, no final das contas nós acabamos nos divertindo pra caramba e recebendo jogos fodas que nem imaginávamos que um dia veriam a luz do dia. Mas se no começo, a briga para ver que tinha o console mais rápido ou com melhores gráficos era relevante, na geração passada a Nintendo pegou todo mundo de "calças curtas" e começou a colocar em dúvida esse conceito de nova geração. Primeiramente, vamos colocar uma coisa na cabeça: a idéia de nova geração além de ser muito subjetiva, é mais uma questão de mercado do que técnica. Pegue as duas primeiras gerações de consoles por exemplo, e vocês verão que é uma mistura maluca de tecnologias que muitas vezes pouco tinham semelhança, até porque era uma época maluca mesmo. E mesmo nas gerações seguintes, volta e meia rolavam algumas discrepâncias entre o console mais fraco e o mais forte. Quem aí já fez um comparativo entre Dreamcast e o Xbox "Caixão" por exemplo? Pois é.
Amigo da onça
Interessante também é o caso da expresão "amigo da onça" (1,89 milhão no Google, 19-3-12). Como se sabe, certos provérbios e expressões estão ligados a histórias ou anedotas, resumindo-as numa breve sentença. É o caso, entre nós, dessa expressão, proveniente daquela piada do caçador que está narrando ao amigo os percalços de seu encontro na selva com uma onça e o amigo, impaciente por saber o fim da história, interrompe com perguntas que antecipam a tragédia: "E a sua espingarda, não funcionou?", "E, aí, você escorregou?" Até que o caçador se aborrece e indaga: "Espera aí, afinal, você é amigo meu ou amigo da onça?".
expressão
Velha expressão da nova geração
O universo das frases feitas que sobrevivem apesar de perdidas as referências de origem.
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